Rádio Resistência

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09/07/2018

Bancários promovem ato para defender direitos trabalhistas ameaçados

Ato em defesa da Convenção Coletiva dos Bancários será realizado nesta quarta-feira (11), às 8h no cruzamento dos calçadões João Pessoa e Laranjeiras

A diretoria do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), desde o início do mês, está visitando as agências bancárias para divulgar a nova campanha salarial unificada da categoria. Nesta quarta-feira (11), às 8h, o sindicato fará um ato em defesa da manutenção de direitos definidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e das conquistas garantidas na antiga lei trabalhista. A manifestação será realizada no cruzamento dos calçadões João Pessoa e Laranjeiras.  

Segundo a presidenta do SEEB/SE), Ivânia Pereira, há riscos de perdas de direitos dos funcionários e funcionárias das instituições financeiras consagrados nos últimos anos. A data base da categoria é dia 1º de setembro e a segunda rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos está agendada para o próximo dia 12. “Diferente de anos anteriores, na abertura das negociações deste ano, a Fenaban se negou a assinar um pré-acordo de ultratividade, o que garantiria as cláusulas previstas na CCT, até a assinatura de um novo acordo. Sem esse pré-acordo, a partir de 31 de agosto os bancos poderão deixar de pagar, por exemplo, vales refeição e alimentação, auxílio-creche, plano de saúde ou contratar com salários abaixo do piso”, conta Ivânia Pereira.

Em Sergipe, a Campanha Nacional dos Bancários foi lançada em coletiva de imprensa no último dia 27, um dia antes da abertura da mesa de negociação entre os representantes dos empregados e os bancos. Além de lutar pela manutenção dos direitos previstos na CCT, a categoria quer garantia dos empregos, aumento real, maior participação nos lucros (PLR) e ainda fazem a defesa dos bancos e das empresas públicas.

Ivânia Pereira se diz preocupada com as consequências da nova lei trabalhista nas condições de trabalho. “Com o golpe de estado, o governo federal extinguiu a ultratividade prevista em lei, o que trará prejuízos gigantescos para o conjunto da classe trabalhadora”, afirma. Nas redes sociais para ajudar a pressionar os bancos a assinarem um pré-acordo, a categoria está disseminando a campanha como os seguintes dizeres:  #TodosPelosDireitos e #AssinaFenaban.

Por Déa jacobina Ascom SEEB/SE