15/09/2014

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Greve continua em Sergipe no Banese e no Banco do Nordeste

Apesar da proposta negociada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, que estipulou um reajuste de 9% nos salários, valorizou o piso da categoria em 12% e aumentou a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de avanços nas condições de trabalho e segurança, os funcionários do Banco do Estado de Sergipe (Banese) e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) votaram na permanência da greve em Sergipe. A assemblaia geral da categoria aconteceu na segunda-feira, dia 17, na sede do Sindicato dos Bancários de Sergipe.

A Caixa, Banco do Brasil e bancos privados retomam suas atividades normais nesta terça-feira, dia 18. No acordo aceito pela categoria, os bancários não terão desconto dos dias parados, que serão compensados através de horas extras, de segunda a sexta-feira, até o dia 15 de dezembro. Depois desta data, os bancários ficarão livres de qualquer obrigação.

Para o presidente do Sindicato, José Souza, os bancários da Caixa e do Banco do Brasil devem retornar as atividades de cabeça erguida. "A nossa luta foi consistente e a proposta satisfatória, claro que não foi a ideal, porém, conseguimos chegar no nosso limite", destacou dizendo que em relação ao BNB foi recomendação do Comando Nacional.

Banese

Os baneseanos seguem firmes em busca da implementação do Plano de Cargos e Salários (PCS), uma luta antiga que vem constando há anos nas minutas de reivindicações, mas o Banese não atende. "Isso é vergonhoso", afirmou uma baneseana.

De acordo com José Souza, o governador em exercício, Jackson Barreto, autorizou a Presidência do Banese a enviar uma proposta satisfatória para a categoria, porém, a ordem foi descumprida.

Outro ponto destacado na assembleia foi que, durante a paralisação de 2010, a instituição financeira se comprometeu a enviar até o 1º semestre de 2011 o edital para concurso do banco, o que também não foi cumprido.

Segundo José Souza, a greve vai continuar forte e só retornará quando o Banese apresentar o plano de cargos e salários. "A luta pela política de cargos e salários do Banese já dura 20 anos, e a greve só acabará quando eles [Banese] derem prazo para implementação do projeto", alertou, frisando que o lucro do banco quase dobrou em relação ao 1º semestre do ano passado.

"Desde o início, tivemos dificuldade para negociação com o Banese. A pauta de reivindicações foi entregue no dia 27 de agosto, mas só um mês depois tivemos a primeira negociação. Lamentavelmente, a proposta apresentada pelo Banese está aquém das nossas expectativas", lamenta Luiz Alves (Lula), diretor do Sindicato e funcionário do Banese.

Já no Banco do Nordeste, as principais questões que contribuíram para a continuidade da greve foi a redução da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) social. A Proposta do BNB não contempla a Isonomia;  não corrige o Plano de Cargos e Remuneração; apresenta retrocessos em relação aos dias parados; não corrige piso e/ou a curva salarial como nos privados, BRB, BB e CEF.

Os trabalhadores do BNB estão sendo tratados com discriminação pelo governo federal. Os funcionários do BB tiveram um r
eajuste de 9% sobre todas as verbas salariais e benefícios.; 10% sobre o piso ficando em R$ 1.760; com reflexo em toda a curva salarial.

Os da CEF, tiveram r
eajuste de 9% sobre todas as verbas salariais e benefícios; Elevação do piso para R$ 1.826.



Fonte: Contraf com Seeb Sergipe
 
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