Rádio Resistência

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24/09/2021

No segmento Personnalité do Itaú, novo modelo de trabalho Full BPO agrava sobrecarga dos bancários e bancárias

No modelo Full BPO do Itaú, os bancários e bancárias estão no limite de estresse e exaustão, privados do descanso e convívio familiar 

 

A sobrecarga de trabalho é rotina dos funcionários e funcionárias da área de crédito imobiliário do Itaú, no segmento Personnalité. Os trabalhadores e trabalhadoras estão no limite da exaustão física e mental, porque são obrigados a cumprir horas extras para dar conta da demanda. O novo modelo de trabalho, denominado Full BPO, agrava a situação.


No modelo, o bancário e bancária responsáveis pela conversão também fazem a formalização da contratação do crédito. Antes o serviço era responsabilidade de outra equipe, que cuidava dos documentos fornecidos pelo cliente após o envio da documentação inicial pelo pessoal de conversão. Acompanhava e finalizava o processo, incluindo pendências do correntista, ajuste de propostas, análise de documentos, confirmação de valores, portabilidade, emissão do contrato, entre outras funções. 


O banco bate recorde no financiamento imobiliário enquanto o empregado e empregada da conversão assumem uma carga de trabalho que antes demandava, pelo menos, duas pessoas. Agora, os funcionários e funcionárias inseridos no chamado modelo Full BPO têm de fazer horas extras, pois é impossível atender a demanda durante a jornada de oito horas. Os trabalhadores ficam no limite de estresse e exaustão, privados do descanso e convívio familiar. 


Ao invés de contratar para a área de financiamento imobiliário, o Itaú penaliza os empregados e os expõem a riscos para a saúde física e mental. Para piorar, exige 75 pontos para receber a remuneração variável. Situação difícil com a absorção das novas funções pelos trabalhadores e a meta extremamente alta.