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    3. CEBB denuncia metas abusivas e cobra solução definitiva para a Cassi em terceira rodada de negociação com o BB

    CEBB denuncia metas abusivas e cobra solução definitiva para a Cassi em terceira rodada de negociação com o BB

    24/07/2026
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    Representação dos funcionários cobra novo concurso, melhores condições de trabalho, reforço no quadro de pessoal e aporte urgente para garantir a sustentabilidade da Cassi

     

    Na terceira rodada de negociação do acordo específico do Banco do Brasil na Campanha Nacional dos Bancários 2026, realizada na tarde desta quinta-feira (23), a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) denunciou o assédio moral relacionado ao cumprimento de metas consideradas abusivas, apontando o aumento dos casos de adoecimento e a precarização das condições de trabalho e do atendimento à população.

     

    Os representantes dos funcionários também reivindicaram a realização de um novo concurso público e a contratação de mais empregados, especialmente para as agências. Outro ponto central da negociação foi a cobrança por uma solução urgente e definitiva para a sustentabilidade da Cassi. Após esse avanço, a representação dos trabalhadores defende que o banco encaminhe a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados na Cassi e na Previ, além da retomada do patrocínio da Cassi para os empregados admitidos a partir de 2018.

     

    "Debatemos hoje um assunto extremamente importante para nós, que é a saúde do trabalhador. Abrimos a mesa reforçando que o Banco do Brasil precisa assumir sua responsabilidade pelo custeio da Cassi. Há bastante tempo discutimos a sustentabilidade do plano, mas é necessário um aporte urgente. Não podemos chegar a novembro sem que a Cassi tenha condições de honrar os pagamentos aos prestadores de serviço", afirmou a coordenadora da Comissão de Empresa, Fernanda Lopes.

     

    "O banco precisa assumir sua responsabilidade. Reforçamos na mesa a necessidade de uma solução definitiva para a Cassi e, neste momento, de um aporte financeiro que cubra o déficit já existente neste ano", acrescentou.

     

    Assédio moral, metas abusivas e adoecimento

    Outro tema central da negociação foi o crescimento dos casos de adoecimento, especialmente relacionados à saúde mental. "Em uma consulta realizada com os bancários do BB, mais de 40% informaram depender de medicamentos controlados. Esse adoecimento está diretamente relacionado às condições de trabalho. O banco tenta atribuir esses índices a uma realidade geral da população, mas os números entre os funcionários são muito superiores", destacou Fernanda.

     

    A coordenadora ressaltou que o enfrentamento desse cenário passa pela melhoria das condições de trabalho."Cobramos que o banco se comprometa efetivamente com a saúde dos trabalhadores. Isso significa reduzir a sobrecarga e estabelecer metas compatíveis com a realidade. Hoje, quando a maioria não consegue atingir os objetivos, o banco altera indicadores para viabilizar o cumprimento das metas. O correto seria definir metas alcançáveis desde o início, permitindo que os trabalhadores exerçam suas atividades com tranquilidade."

     

    Fernanda também relacionou o aumento das despesas da Cassi ao crescimento dos afastamentos por adoecimento. "Além do achatamento salarial decorrente das reestruturações, o número crescente de adoecimentos, principalmente por transtornos mentais, aumenta os custos da Cassi. Cresce o número de trabalhadores utilizando medicamentos controlados, algo que infelizmente vem sendo naturalizado. Melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida também significa reduzir os adoecimentos e contribuir para a sustentabilidade do plano de saúde."

     

    O presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), Rodrigo Brito, afirmou que o Banco do Brasil precisa rever sua estratégia para fortalecer sua atuação como banco público. "Estamos assistindo ao desmonte da rede de varejo do Banco do Brasil, o que prejudica os trabalhadores e compromete o papel público da instituição. O banco precisa dar uma guinada para voltar a cumprir sua função de agente de desenvolvimento do Estado, em vez de priorizar apenas os interesses do mercado financeiro", afirmou.

     

    PSO

    A situação dos trabalhadores do PSO também esteve na pauta da negociação. Segundo Fernanda Lopes, os empregados da área enfrentam sobrecarga e acúmulo de funções. "Os colegas do PSO estão assumindo diversas atividades que não fazem parte de suas atribuições de caixa. Há também escriturários exercendo funções típicas de caixa sem receber a remuneração correspondente."

     

    A representação dos trabalhadores denunciou que gerentes de serviço acumulam atividades administrativas e negociais, enquanto escriturários executam tarefas como abastecimento dos terminais de autoatendimento (TAA) e gestão de numerário, caracterizando desvio e acúmulo de funções. O movimento sindical reivindica que todo trabalhador que exerça atividades de caixa seja nomeado para o cargo de assistente.

     

    Também foi cobrada a garantia de tempo para capacitação dos empregados do PSO, que vêm absorvendo novas atribuições sem o treinamento adequado.

     

    Para o secretário-geral da Fetec-PR, Ewerton Lopes, a situação exige providências imediatas. "A realidade vivida pelos colegas do PSO e pelos gerentes de serviço, que enfrentam sobrecarga, acúmulo de funções e equipes insuficientes para atender à demanda, é insustentável e precisa ser enfrentada com urgência."

    • Banco do Brasil
    • Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB)
    • Campanha Nacional dos Bancários 2026

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