Rádio Resistência

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20/05/2022

FGTS é ameaçado pelo governo Bolsonaro, de novo

O governo Bolsonaro tenta de todas as formas atacar os direitos dos trabalhadores. Sob responsabilidade da Caixa, o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) segue ameaçado de completo esvaziamento. Desta vez, o Ministério da Economia elaborou três Medidas Provisórias para cortar a contribuição patronal de 8% para 2% e a multa rescisória, de 40% para 20%.


Em mais uma tentativa de manipular a opinião pública, o governo justifica as MPs como uma maneira de “contribuir, não apenas para a redução no custo da contratação de trabalhadores, como também para a melhoria do cenário econômico, o que possibilitará o aumento de novos empregos”. Coversa fiada. 


Para o trabalhador, o FGTS é uma poupança caso seja demitido, seja acometido por doenças graves ou aposentadoria, além de ser um recurso para aquisição de casa própria. O Fundo protege o empregado e através dos recursos que setores da economia, a exemplo da habitação popular e saneamento básico, são financiados. 


É evidente que nas mãos do setor privado só teria interesse no lucro. Jamais na função social exercida. Por meio dos recursos do FGTS, mais de sete milhões de moradias foram financiadas e, ao menos, 23 milhões de empregos criados em mais de 30 anos. Hoje o Fundo soma mais de R$ 500 bilhões, ativos essenciais para o desenvolvimento econômico do país. Com a proposta de redução da contribuição patronal, economia será diretamente afetada.