Rádio Resistência

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14/02/2020

Dia de Luta ganhou força com proposta ameaçadora da Caixa

Conheça as ameaças colocadas no papel que levaram os empregados a vestirem preto para protestar contra a reestruturação que além de atacar papel social do banco desrespeita o histórico profissional dos trabalhadores

A proposta apresentada pela Caixa Econômica Federal em reunião realizada durante toda a quarta-feira (12) representa ameaça de descomissionamento sumário e de transferência arbitrária da totalidade dos empregados, sem as garantias, como “incorporação” e “asseguramento”, além das garantias para quem está de licença maternidade e saúde. O texto também não discute os direitos como “Porte” e “APA”. Por tudo isso, o Dia Nacional de Luta, realizado pelos empregados em todo o país nesta quinta-feira (13), ganhou ainda mais força.

A Caixa negava que o processo de manifestação de interesse era uma revalidação das funções feita pelos trabalhadores até então. Porém, o documento entregue na quarta-feira (13) comprova a acusação dos representantes dos empregados.

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa tentou negociar com o banco a todo momento. Representantes da Caixa apresentaram a proposta do banco. A CEE afirmou que precisavam levar a proposta para a apreciação da base e apresenta a contraproposta, com a cobrança das garantias necessárias para todos os empregados. Porém, a direção do banco encerrou a reunião e se retiram da mesa.

Ainda na quarta-feira, o movimento nacional da categoria conseguiu suspender todo o processo de reestruturação, por meio de uma liminar e – por pressão da Comissão – o portal UmasóCaixa foi retirado do ar pelo banco. A plataforma era responsável por receber as manifestações de interesse dos empregados que optaram pela mudança de função e lotação do plano de reestruturação, sendo usada pela Caixa para validar a função dos empregados.

A CEE lembra que não pode assinar qualquer documento sem a apreciação da base, por simples ameaça do banco.

A coordenação da CCEE afirma que direção da Caixa sabe da força da luta dos empregados e que não assinar o descomissionamento arbitrário de ninguém. A coordenação das CEE reafirma que representa todos os empregados, sem qualquer discriminação. E a Caixa está tentando dividir os trabalhadores por cargos. Esse processo de negociação vai precisar de muita unidade e luta para garantir a assinatura de um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ainda este ano.