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Janeiro Branco destaca a luta pela saúde mental dos bancários
O Janeiro Branco convida à reflexão sobre a importância da saúde mental, mas, para o Sindicato dos Bancários de Sergipe, esse debate precisa ir além da conscientização individual. Falar de saúde mental é tratar, de forma direta, das condições de trabalho, das metas abusivas, da pressão constante e dos modelos de gestão que adoecem bancárias e bancários.
O adoecimento mental não é um problema isolado nem consequência de fragilidades pessoais. Ele está diretamente relacionado à intensificação do trabalho, à cobrança por resultados muitas vezes inalcançáveis, à insegurança permanente e à falta de autonomia no cotidiano profissional. Por isso, o Sindicato dos Bancários de Sergipe reforça que cuidar da saúde mental exige enfrentar as causas estruturais do sofrimento no ambiente de trabalho.
Nesse contexto, o Sindicato de Sergipe oferece aos bancários um ambiente exclusivo de acolhimento, por meio de uma iniciativa da Secretaria de Saúde voltada ao acompanhamento das condições de trabalho e dos impactos na saúde da categoria. A ação tem atenção especial aos transtornos mentais, ao estresse crônico e às metas abusivas impostas no dia a dia bancário.
O Espaço de Acolhimento funciona como um local de escuta qualificada e apoio aos trabalhadores, com atendimento humano e suporte jurídico nas áreas de saúde e previdência. A proposta é garantir que o bancário não enfrente sozinho o adoecimento provocado pelo trabalho.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Sergipe, Halim Mauad, o debate sobre saúde mental precisa ser permanente. Segundo ele, o Janeiro Branco é mais um momento de visibilidade para uma pauta que o Sindicato acompanha e enfrenta de forma contínua, sempre ao lado da categoria.