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Bancárias e Bancários e CTB de Sergipe reforçam luta de combate ao feminicídio

Em Aracaju, neste domingo, ato coletivo levou ao bairro Bugio a pauta central das mulheres: a luta contra a violência de gênero.

 

Em todo o país, manifestações no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, levaram às ruas a denúncia da violência, do feminicídio e das desigualdades que ainda marcam a vida das mulheres brasileiras.

 

Em Aracaju, as bancárias, os bancários e a militância da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/SE) contribuíram com a mobilização e participaram do ato coletivo que aconteceu neste domingo (08/03), no bairro Bugio. A partir da concentração na feira do Bugio, os manifestantes realizaram uma caminhada pelas ruas no entorno da Igreja de Nossa Senhora Aparecida, localizada em frente à Praça Vereador Osvaldo Mendonça.

 

Da direção do SEEB/SE, estavam presentes o presidente da entidade, Adilson Azevedo, e a secretária da Mulher, Rosângela de Jesus. A dupla contou com a participação de dirigentes do sindicato e da CTB/SE, como João Wellington (Departamento Jurídico), Aparecido Santos (presidente da CTB/SE) e Sandra Porcino (secretária-geral da CTB/SE) e Maria da Pureza Sobrinha (presidente da União Brasileira das Mulheres (UBM/SE) e Fernanda Sanane (presidenta do Sintrase). A manifestação reuniu representações de vários sindicatos de trabalhadores, outras centrais e movimentos sociais, além de partidos de esquerda como o PCdoB, PT e Psol.

 

Saiba Mais

Mais do que uma data simbólica, o Dia Internacional da Mulher segue sendo um chamado à organização e à luta por uma sociedade livre de violência, discriminação e opressão.

 

Entre as expressões mais graves dessa violência está o feminicídio — o assassinato de mulheres em razão de seu gênero — que continua a crescer no Brasil e exige respostas firmes do Estado e da sociedade. Desde a aprovação da Lei do Feminicídio, que incluiu o crime como circunstância qualificadora do homicídio no país, houve avanços no reconhecimento do delito e na produção de dados oficiais. No entanto, organizações sociais e movimentos de mulheres alertam que os números seguem alarmantes e revelam a persistência de uma cultura de violência e desigualdade.

 

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil registra, em média, mais de mil casos de feminicídio por ano. Na maior parte das ocorrências, o crime é cometido por companheiros ou ex-companheiros das vítimas, dentro do próprio ambiente doméstico.

 

Para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o enfrentamento à violência contra a mulher precisa ser tratado como prioridade nas políticas públicas e também no mundo do trabalho. A central destaca que a desigualdade de gênero, a dependência econômica e a falta de proteção social contribuem para manter muitas mulheres em situações de vulnerabilidade.

 

A secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, Kátia Branco, ressalta que o combate ao feminicídio exige ação articulada entre governo, sociedade e movimento sindical.

 

“Não podemos naturalizar os altos índices de violência contra as mulheres no Brasil. O feminicídio é a expressão mais extrema de uma cultura machista que precisa ser enfrentada com políticas públicas, educação e garantia de direitos. No 8 de Março, reafirmamos nosso compromisso com a luta por uma sociedade onde nenhuma mulher tenha sua vida ameaçada simplesmente por ser mulher”, afirmou.

 

Outro marco importante na proteção das mulheres é a Lei Maria da Penha, considerada uma das legislações mais avançadas do mundo no combate à violência doméstica. Mesmo assim, especialistas apontam que ainda há desafios na implementação da lei, como a ampliação da rede de atendimento, casas-abrigo e delegacias especializadas.

 

A CTB também destaca que a luta contra a violência de gênero está diretamente ligada à defesa da democracia, da justiça social e da igualdade. Para a central, fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres, ampliar o acesso à renda e garantir direitos no trabalho são medidas fundamentais para enfrentar o problema.

 

Por Ascom do SEEB/SE | Fonte: Portal Nacional da CTB