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Ato em Aracaju alerta para o adoecimento de funcionários do Mercantil devido a metas abusivas

Mobilização do SEEB/SE faz parte de um calendário nacional de protestos que cobra por dignidade e condições justas de trabalho

Na manhã desta quinta-feira, 19 de março, o Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) realizou um ato relâmpago na única agência do Banco Mercantil no estado, localizada no Calçadão São Cristóvão, no Centro de Aracaju. A unidade conta atualmente com oito funcionários. A mobilização integra um calendário nacional de protestos que denuncia a gestão baseada em metas abusivas, a pressão psicológica e o crescente adoecimento da categoria.

Durante a atividade, os dirigentes do SEEB/SE distribuíram aos empregados e clientes o boletim informativo da campanha nacional, que traz como lema: "Chega de metas abusivas! Pelo respeito aos trabalhadores!".

“O ato em Sergipe soma-se a diversas manifestações em todo o Brasil. O movimento sindical exige que o Banco Mercantil adote o bom senso na definição de metas e garanta condições dignas de trabalho”, afirmou o presidente do SEEB/SE, Adilson Azevedo. No boletim, as entidades sindicais reforçam que nenhuma empresa deve construir seus lucros à custa do medo e do sofrimento mental de seus colaboradores, orientando que os bancários denunciem práticas de assédio moral de forma anônima ao sindicato.

Mudando as regras no meio do jogo

De acordo com os dirigentes sindicais, a principal reclamação da categoria é a falta de critérios claros. O banco tem implementado programas de premiação com metas consideradas inalcançáveis e, de forma arbitrária, altera as regras durante o andamento das campanhas.

"Quando os funcionários já estão empenhados para atingir os objetivos, o Mercantil muda os critérios, dificultando o acesso às premiações. Isso gera uma insegurança profunda e um sentimento de injustiça", ressaltou Adilson Azevedo.

Clima de medo e adoecimento

Os relatos colhidos pelos sindicatos em todo o país são alarmantes. A cobrança constante por resultados tem provocado pressão excessiva e perseguições, expondo funcionários a constrangimentos e ameaças veladas de punição. Esse cenário é agravado pela insegurança no emprego, com demissões que ampliam o clima de medo nas unidades e colocam a saúde mental em risco, elevando os casos de estresse e ansiedade devido ao ambiente de trabalho deteriorado.

Por Déa Jacobina Ascom do SEEB/SE