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Encontro em Sergipe elege delegação e aprova propostas para a Conferência Regional da categoria

Palestra sobre reestruturação do setor financeiro orienta debates no 4º Encontro dos Bancários e Bancárias

Na manhã deste sábado, dia 11 de abril, o 4º Encontro dos Bancários e Bancárias de Sergipe aprovou propostas e elegeu 30 delegados e delegadas para a 28ª Conferência Regional dos Bancários da Bahia e Sergipe, que será realizada nos dias 29, 30 e 31 de maio. O evento aconteceu na sede do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE).

Na abertura do encontro, o presidente do SEEB/SE, Adilson Azevedo, fez uma breve explanação sobre a Campanha Nacional dos Bancários e a histórica "queda de braço" com os representantes das instituições financeiras, articuladas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), além de apresentar o calendário de mobilização do Comando Nacional dos Bancários.

Em seguida, a economista e supervisora técnica do DIEESE/SE, Flávia Santana, abordou as mudanças recentes no perfil da categoria bancária e como essas transformações impactam o processo de negociação coletiva do setor no Brasil.

Após a palestra, a plenária dividiu-se em grupos de trabalho por bancos públicos (Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa e Banese) e um grupo dedicado aos bancos privados (Itaú, Bradesco e Santander). Nesses espaços, cada trabalhador pôde apresentar sugestões. No retorno à plenária geral, as propostas foram aprovadas por unanimidade, assim como a delegação que representará Sergipe na Conferência Regional.

“Além dos cursos e seminários realizados pelo SEEB/SE, ao longo dos últimos meses, a intervenção da economista contribuiu para preparar nossa delegação, que defenderá as pautas aprovadas aqui na Conferência Regional”, afirmou Adilson.

O presidente avaliou o encontro como um momento de unidade, organização e qualificação. “Mesmo em um sábado, os colegas compareceram com participação efetiva e propostas para todos os bancos. Esse material está sendo sistematizado para a etapa regional”, concluiu.

Processo de negociação coletiva do setor

A economista Flávia Santana detalhou que a reestruturação do ramo financeiro, embora gere crescimento, é marcada por uma precarização estrutural e diversificação de vínculos menos regulados. “Em 2024, havia 1,6 milhão de trabalhadores no ramo financeiro, mas os bancários somavam apenas 424 mil desse total. Entre 2012 e 2024, o Brasil perdeu mais de 88 mil postos de trabalho bancários”, alertou. Segundo ela, este cenário exige novas estratégias sindicais para fortalecer a organização coletiva.

Por Déa Jacobina Ascom do SEEB/SE