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Defesa do Banco do Brasil público marca abertura do 36º CNFBB

Defesa do Banco do Brasil público marca abertura do 36º CNFBB

A defesa do Banco do Brasil como instrumento de desenvolvimento econômico, inclusão social e fortalecimento das políticas públicas marcou a abertura do 36º Congresso Nacional dos Funcionários e Funcionárias do Banco do Brasil (CNFBB), realizado nesta quarta-feira (17). O encontro reúne representantes dos trabalhadores de todo o país para debater os desafios da categoria e construir a pauta de reivindicações da Campanha Nacional deste ano.

A programação foi aberta com a leitura do manifesto “Tolerância Zero para Casos de Violência e Assédio”, reafirmando o compromisso das entidades sindicais com a construção de ambientes de trabalho livres de qualquer forma de violência, discriminação e assédio.

Na mesa de debates sobre conjuntura econômica e o papel do Banco do Brasil, o economista Jorge Gouvêia apresentou dados que demonstram a mudança de perfil da instituição nos últimos anos. Segundo ele, entre junho de 2016 e março de 2026, o banco reduziu sua rede de agências de 5.428 para 3.942 unidades. No mesmo período, foram eliminados 24.996 postos de trabalho, uma redução de 22,8% no quadro de pessoal. Como consequência, o número de clientes por funcionário aumentou 83,7%, enquanto a quantidade de clientes por agência cresceu 95,3%.

O economista também alertou para a diminuição da participação do Banco do Brasil em segmentos estratégicos, como o crédito para micro e pequenas empresas e para a agricultura familiar, ao mesmo tempo em que a instituição ampliou a distribuição de lucros aos acionistas. Para os participantes do congresso, é fundamental resgatar o papel histórico do BB como banco público comprometido com o desenvolvimento nacional e o atendimento da população.

Representando o SEEB/SE, o dirigente sindical e empregado do BB, Silvio Antônio Alves Barbosa participa do congresso como delegado. Para ele, o evento tem papel estratégico na organização da categoria. “Este é um momento fundamental de mobilização e construção coletiva. É aqui que debatemos os desafios enfrentados pelos funcionários do Banco do Brasil e definimos as prioridades que irão orientar o processo de negociação deste ano”, destacou.

Os debates do 36º CNFBB seguem até esta sexta-feira, reunindo representantes de todo o país em defesa dos direitos dos trabalhadores e do fortalecimento do Banco do Brasil como patrimônio público da sociedade brasileira.