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Consulta Nacional dos Bancários 2026 revela prioridades da categoria e alerta para saúde dos trabalhadores em Sergipe
A Consulta Nacional dos Bancários 2026 registrou participação recorde em todo o país, com 54.952 respostas, crescimento de 64% em relação ao ano passado. Em Sergipe, 503 bancários e bancárias participaram do levantamento, contribuindo para a construção da pauta que orientará a Campanha Nacional dos Bancários 2026.
Os resultados reforçam as principais prioridades da categoria: aumento real de salários, valorização da PLR, defesa do emprego, manutenção de direitos e melhoria das condições de trabalho.
Entre as prioridades econômicas apontadas pelos trabalhadores sergipanos, o aumento real dos salários aparece em primeiro lugar, citado por 92,04% dos participantes. Em seguida implantação ou melhoria dos Planos de Cargos e Salários (57,25%), piso da categoria (51,09%), o aumento da PLR (43,14%), reajuste maior para o vale-alimentação e vale-refeição (36,18%). Nas questões sociais, a principal preocupação é a manutenção dos direitos conquistados, apontada por 78,13% dos respondentes. Também se destacam plano de saúde (41,35%), emprego (38,36%), jornada de quatro dias semanais (34,79%) e combate ao assédio moral (34,39%).
O levantamento nacional revelou ainda forte preocupação com os impactos das novas tecnologias sobre o emprego. Para 72% dos participantes, a garantia dos postos de trabalho deve ser prioridade nas negociações diante do avanço da inteligência artificial e da digitalização do setor financeiro.
Os bancários de Sergipe, quando questionados sobre as prioridades para a negociação coletiva diante das transformações tecnológicas, 70,97% defenderam a garantia dos empregos. Outros 63,81% apontaram a necessidade de repartir os ganhos da tecnologia por meio de aumento da remuneração, enquanto 46,32% defenderam qualificação profissional e 38,96% exigiram revisão humana nas decisões tomadas com apoio da inteligência artificial.
A pesquisa também acendeu um forte alerta para a saúde da categoria. Em Sergipe, 92,84% dos participantes afirmaram que as cobranças excessivas por metas e resultados provocam impactos negativos na saúde dos trabalhadores. O dado reforça a necessidade de enfrentar práticas de gestão que contribuem para o adoecimento físico e mental da categoria. Nacionalmente, mais de 72% dos bancários afirmaram que o ambiente de trabalho impacta negativamente a saúde mental, enquanto 67% relataram preocupação constante com o trabalho e 42% disseram enfrentar crises de ansiedade ou pânico.
Os resultados servirão de base para a Campanha Nacional dos Bancários 2026, que terá entre seus principais eixos a valorização salarial, a defesa dos empregos, o combate às metas abusivas, a proteção da saúde dos trabalhadores e a regulamentação dos impactos das novas tecnologias no setor financeiro.