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Happy Hour da categoria comemora os 92 anos do SEEB/SE
Animada pela cantora Maruska, a tradicional festa celebrou os aniversariantes dos meses de abril, maio e junho
Este ano, em meio à Campanha Nacional dos Bancários 2026, o Happy Hour da categoria teve um motivo ainda maior para omemorar além dos tradicionais aniversariantes do trimestre. Na festa desta sexta-feira, dia 10 de julho, o SEEB/SE antecipou as celebrações de seus 92 anos de existência. Com um grande bolo confeitado e muita música, o evento, animado pela cantora Maruska, homenageou os filiados e filiadas nascidos nos meses de abril, maio e junho, no Espaço Eduardo Navarro, localizado na sede sindical.
Durante o evento, para garantir a foto histórica, o presidente do SEEB/SE, Adilson Azevedo, ao lado dos aniversariantes, cantou o "Parabéns pra você". As fatias do bolo foram distribuídas ao público presente. Com quase um século de história, o SEEB/SE se consagra como um dos sindicatos mais fortes e consolidados do Estado de Sergipe.
Campanha Nacional e Defesa do Emprego
Em seu pronunciamento, Adilson Azevedo apresentou informes aos aniversariantes sobre as rodadas de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Ele destacou que a segunda rodada teve como foco central a defesa do emprego, o combate à precarização e o fim do fechamento de agências.
“O Comando Nacional dos Bancários cobrou a suspensão das demissões e do fechamento de agências durante as negociações. Infelizmente, a Fenaban não assumiu esse compromisso”, lamentou o presidente.
Entre 2015 e 2025, os bancos eliminaram quase 88 mil postos de trabalho no setor. No último ano desse período, entre 2024 e 2025, a categoria perdeu cerca de 8 mil vínculos de emprego. Adilson também apontou a drástica queda no número de agências: entre janeiro de 2015 e maio de 2026, foram fechadas 9,5 mil unidades. Só em 2026, até o mês de maio, 941 agências encerraram as atividades.
Diante desse cenário, o presidente convocou a categoria a ficar atenta aos informes no site oficial e nas redes sociais do sindicato. Ele destacou que, na próxima semana, o SEEB visitará diariamente as agências para conversar com os trabalhadores, mantendo-os mobilizados. "Queremos garantir a reposição da inflação, reajustes salariais e outros direitos na CCT, que deve ser renovada até a véspera da data-base da categoria, em 1º de setembro", afirmou.
Negociações com os Bancos Públicos
Sobre os Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos, Adilson detalhou as rodadas iniciais com os bancos públicos. No Banco do Brasil, o Comando defendeu a abertura de novos concursos públicos para garantir a saúde mental da categoria e um atendimento presencial humanizado e de qualidade. “Os colegas estão sobrecarregados nas agências e unidades administrativas, submetidos ao cumprimento de metas cada vez mais elevadas”, criticou.
Em relação à Cassi, o dirigente informou que os representantes dos empregados cobraram do BB um aporte emergencial imediato de R$ 580 milhões para equilibrar as contas do plano e preservar o atendimento. O movimento sindical também exige o adiamento da cobrança do 13º para 2027 e defende que o custeio siga a proporção legal de 70% do banco e 30% dos associados.
Na Caixa Econômica Federal, a primeira mesa de negociação, ocorrida no último dia 8, reforçou a necessidade de acabar com o teto de 6,5% da folha de pagamento para os gastos do banco com o Saúde Caixa. Os dados confirmam que a limitação da empresa no custeio pressiona empregados, aposentados e pensionistas, em um cenário de aumento permanente dos custos assistenciais.
A representação dos trabalhadores voltou a defender o fim desse teto, a retomada do modelo de custeio 70/30, a manutenção dos princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional, além de isonomia para os contratados a partir de setembro de 2018. Além da saúde, foram discutidas pautas de diversidade e igualdade de oportunidades para mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+, PCDs, neurodivergentes e empregadas com mais de 40 anos, combatendo firmemente o racismo.
Desafios no BNB e no Banese
No Banco do Nordeste (BNB), a segunda rodada de negociações, realizada nesta sexta-feira (9), não trouxe bons resultados. “O BNB não garantiu a manutenção do atual ACT. O impasse atinge principalmente a PLR e o PCR, o que poderá resultar em redução salarial para todos os empregados e empregadas”, alertou Adilson. Ele convocou os colegas do banco a participarem de uma reunião virtual nesta terça-feira, dia 14, para debater a rodada e deliberar sobre um dia de luta nas agências.
Por fim, em relação ao Banese, Adilson informou que a direção do SEEB/SE entregou a minuta do ACT aos dirigentes do banco no mesmo dia do lançamento estadual da Campanha Nacional dos Bancários (30/06). “Esse documento conta com 51 artigos e mais 10 outros que reúnem as principais reivindicações dos baneseanos e baneseanas", concluiu, reforçando que o sindicato já está em processo de debates com a instituição para avançar nas negociações.
Por Déa Jacobina Ascom do SEEB/SE