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SEEB/SE leva campanha salarial a Itabaiana no Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa
Nesta segunda-feira, dia 27 de julho, uma comitiva do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) visita os colegas das agências bancárias da cidade de Itabaiana. “A data coincide com o Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa. Além da pauta específica dos empregados da Caixa, estaremos conversando com os trabalhadores de todas as agências da cidade para manter a categoria mobilizada e em alerta. Esta será mais uma semana de importantes rodadas de negociações e teremos de acompanhar o resultado desses debates, atuando nas redes digitais para demonstrar unidade”, explica o presidente do SEEB/SE, Adilson Azevedo. Abra AQUI o MANIFESTO EM DEFESA DO SAÚDE CAIXA.
Negociações com a Caixa
A próxima reunião de negociação específica com a Caixa Econômica Federal será realizada no dia 31 de julho, em São Paulo.
Na última quinta-feira (23), também na capital paulista, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) cobrou avanços concretos nas cláusulas de condições de trabalho durante a terceira mesa de negociação específica, que integra a Campanha Nacional dos Bancários 2026.
Entre as principais cobranças, a CEE criticou o atendimento simultâneo presencial e digital — operado por meio do modelo “figital” e da ferramenta Genesys. Sobre o Saúde Caixa, o banco reconheceu que o fim do teto de gastos do plano permite a retomada do modelo de custeio 70/30, garantindo a sustentabilidade do benefício por pelo menos dois anos.
As reivindicações buscam alinhar os Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) específicos da Caixa à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e à minuta apresentada na Campanha Nacional 2026. A cobrança é para que o ACT incorpore garantias capazes de impedir a perda de direitos, distorções em funções e o acúmulo de tarefas que causam sobrecarga e adoecimento.
O debate priorizou a necessidade de atualização da estrutura de carreira no banco, com a criação de um novo Plano de Funções Gratificadas (PFG), um novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e regras objetivas, transparentes e democráticas para os Processos Seletivos Internos (PSIs), incluindo a incorporação dos técnicos bancários que ainda pertencem ao PCS de 1998.
Unidade da categoria
As lideranças sindicais ressaltam a importância da mesa única de negociações e da presença da Caixa ao lado dos demais bancos, lembrando que a CCT garante uma base comum de direitos para toda a categoria.
Eles reforçam, ainda, que mudanças na organização do trabalho, nas funções e nos sistemas de avaliação e remuneração não podem continuar sendo feitas de forma unilateral pelo banco.
"Os atuais PFG e PCS não respondem mais à realidade da Caixa. A empresa mudou, o trabalho mudou e as exigências aumentaram, mas os instrumentos de carreira ficaram para trás. A Caixa precisa construir, junto com a representação dos empregados, novos planos que valorizem a trajetória profissional, deem previsibilidade e acabem com os 'remendos' que geram insegurança, sobrecarga e adoecimento", pontuam os dirigentes.