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ALERTA! Bancos frustram bancários e não trazem índice de reajuste salarial
Diante da enrolação da Fenaban, Comando Nacional convoca assembleias em todo o país no dia 17 de agosto para deliberação da categoria sobre a proposta dos banqueiros e paralisação no dia 20
Os bancos não apresentaram índice de reajuste na sétima rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada nesta quinta-feira (13), na capital paulista, frustrando toda a categoria. Presente na reunião, o presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), Adilson Azevedo, postou um vídeo nas redes sociais conclamando a categoria no estado a participar da assembleia extraordinária a ser realizada na próxima segunda-feira, dia 17 de agosto.
A proposta dos banqueiros consistiu no congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e em reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas sem especificar os parâmetros dessas faixas ou os percentuais definidos para cada uma delas. A próxima rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 está agendada para a terça-feira, 18 de agosto.
A reunião, iniciada por volta das 10h, encerrou-se às 18h. Durante os debates, a Fenaban chegou a propor a redução do valor dos vales-refeição e alimentação nas cidades do interior sob a alegação de que essas localidades possuem custo de vida menor. Segundo a proposta da federação, somente as grandes capitais teriam aumento nos vales.
“Eles não querem aumentar o custo; querem simplesmente usar o mesmo valor pago hoje com os vales, tirando de alguns trabalhadores para pagar a outros, como se alguns pudessem comer melhor que outros”, criticou a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.
A representação dos banqueiros chegou a ameaçar recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) caso não houvesse acordo em relação aos modelos de reajuste propostos, mas recuou após um intervalo na negociação.
“O setor bancário lucrou R$ 174 bilhões no ano passado. Não tem sentido apresentar uma proposta rebaixada. Por que não tirar dos altos executivos, então, para pagar o reajuste que a categoria bancária exige e tem por direito?”, rebateu Juvandia, lembrando que a remuneração média per capita anual paga à diretoria estatutária dos três maiores bancos privados do país chegará a R$ 12,5 milhões em 2026. “Esse valor é mais de 120 vezes superior à remuneração anual de um escriturário, considerando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR. É uma diferença salarial que mostra onde os bancos estão escolhendo concentrar a renda”, completou.
A dirigente destacou ainda que o lucro por empregado nos bancos é de R$ 438 mil, enquanto nas cooperativas é de R$ 173 mil — uma diferença de 153% em favor dos bancos. Em outras palavras, os bancários são significativamente mais produtivos e lucrativos.
“Eles ficam alegando uma concorrência que não existe para um setor altamente concentrado”, pontuou. “Não aceitaremos retirada de direitos. Vamos defender a minuta aprovada pelos bancários e bancárias por aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e pela criação de um piso para os trabalhadores de TI”, concluiu.
Assembleia na segunda-feira (17)
Diante do impasse gerado pelos banqueiros, o Comando Nacional dos Bancários convocará assembleias em todo o país para a próxima segunda-feira, 17 de agosto, para que a categoria delibere sobre o modelo de reajuste, a divisão por faixas salariais e o congelamento do piso propostos pela Fenaban. A assembleia também votará a adesão ao dia nacional de mobilização, com indicação de paralisação nas bases na quinta-feira, 20 de agosto.
“Vamos mobilizar toda a categoria. A divisão dos trabalhadores por faixa salarial representa um ataque à nossa unidade. Vamos intensificar a mobilização, com assembleias em todo o país, para que os trabalhadores possam discutir e deliberar sobre os próximos passos. Vamos levar às assembleias a proposta de uma paralisação de 24 horas na próxima quinta-feira. É fundamental que toda a categoria participe, se mobilize, rejeite esta proposta de modelo de reajuste e mostre aos bancos que não vamos aceitar retrocessos”, enfatizou a presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro.
FONTE: Portal da Contraf
VEJA O EDITAL DA ASSEMBELIA EXTRAORDINÁRIA DO SEEB/SE