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Fenaban não apresenta índice e negociação continua nesta terça (25)
Presidente do SEEB/SE, Adilson Azevedo convoca categoria em Sergipe para mobilização digital com a hashtag #QueremosPropostaDecente
A nova rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários, realizada nesta segunda-feira (24), começou com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) criticando a paralisação nacional da categoria do dia 20 de agosto e a organização sindical. Além de não apresentar proposta para as cláusulas econômicas, a Fenaban tentou impedir a paralisação na Justiça por meio de uma liminar, que foi negada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). Na rodada anterior, em 18 de agosto, os bancos já haviam tentado conter o movimento, afirmando que só continuariam na mesa se a categoria desistisse da paralisação aprovada por 90% dos trabalhadores em assembleias. A exatos sete dias do limite de validade da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), o processo segue sem índice de reajuste salarial e sem avanços em verbas como PLR, vale-refeição, vale-alimentação e piso da categoria.
Ocupar as redes e cobrar avanços
As negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban serão retomadas nesta terça-feira (25). O presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), Adilson Azevedo, está em São Paulo e participou da rodada. “Vamos ocupar as redes digitais nesta terça-feira para demonstrar força e cobrar os banqueiros. Vamos usar a hashtag #QueremosPropostaDecente e enviar mensagens demonstrando a indignação da categoria com a falta de propostas, cobrando avanços em emprego, saúde, condições de trabalho e remuneração, incluindo reajuste, aumento real e melhoria da PLR”, convocou Adilson.
“Foi exatamente pela falta de proposta e pelo adiamento das negociações econômicas que a paralisação aconteceu, com forte adesão em todo o país. Os bancos tiveram tempo suficiente para construir uma proposta, mas foram adiando essa discussão. A mobilização dos trabalhadores é consequência direta da postura da Fenaban”, completou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional.
A dirigente registrou ainda que, pela primeira vez em uma campanha salarial, a Fenaban recorreu à Justiça para tentar suspender as atividades de paralisação da categoria. Os banqueiros também alegaram que nunca havia ocorrido uma paralisação de 24 horas durante as negociações.
“Essa alegação não procede. Basta uma rápida pesquisa para constatar que as paralisações são recorrentes no movimento sindical bancário. Além disso, as atividades do dia 20 de agosto não se tratavam de greve, mas de ações de diálogo e mobilização em todo o país. Se entraram com uma ação para tentar impedir o movimento, é porque ele teve impacto”, avaliou Juvandia.
O Comando Nacional apontou que, comparada às campanhas anteriores, a Fenaban está bastante atrasada na apresentação da proposta de reajuste. Em 2018, a primeira proposta foi apresentada em 7 de agosto; em 2020, em 18 de agosto; em 2022, em 19 de agosto; e, em 2024, em 21 de agosto.
Neiva Ribeiro, que também coordena o Comando Nacional, reforçou que os trabalhadores exigem respeito e valorização. “Isso significa trazer para a mesa de negociação uma proposta concreta para as cláusulas econômicas, com o índice de reajuste para salários e demais verbas. Não vamos ficar debatendo outros temas enquanto isso não ocorrer”, pontuou.
Negociação geral precisa avançar
O Comando Nacional destacou que as negociações específicas por banco (como Santander, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e BNB) estão sendo prejudicadas pela demora da Fenaban em apresentar propostas às questões econômicas na mesa única.
“A mesa geral precisa andar para que as mesas específicas também possam avançar. Não podemos permitir que tudo fique paralisado. Os trabalhadores têm reivindicações econômicas e específicas importantes, e a Campanha Nacional precisa avançar em todas essas frentes. O caminho é a negociação com propostas concretas e com a disposição dos bancos para valorizar a categoria”, concluiu Juvandia.
ASCOM do SEEB/SE Com Fonte do Portal da Contraf