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Orientações para as assembleias dos bancos públicos
A participação da base é essencial para analisar cada proposta, reconhecer os avanços conquistados com a luta e identificar os pontos em que ainda precisamos avançar
A complexidade da campanha salarial de 2026 se expressa nas diferentes propostas colocadas na mesa pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e nas negociações específicas dos bancos públicos.
Das 19h desta quinta-feira (03/09) às 19h de sexta-feira (04/09), período em que acontece a assembleia virtual do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), a categoria tem a responsabilidade de avaliar o que foi apresentado e decidir sobre os rumos do movimento.
Nos bancos públicos, as negociações específicas apresentam particularidades que precisam ser analisadas individualmente. No entanto, essas diferenças não podem enfraquecer o movimento. A unidade nacional dos trabalhadores é fruto de décadas de organização e mobilização, consolidando-se como uma das principais conquistas para garantir uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com validade em todo o país.
Participe da assembleia para analisar cada proposta com atenção, considerando os ganhos concretos, as pendências e as reivindicações que ainda precisam ser alcançadas.
Banese em negociação
Atenção: os baneseanos e baneseanas podem participar da Plenária Virtual, porém não participarão desta assembleia/votação. Isso ocorre porque as negociações entre o SEEB/SE e a direção do Banco do Estado de Sergipe (Banese) ainda estão em andamento e serão retomadas na próxima semana, no dia 8 de setembro. Apesar dos avanços, permanecem pendentes pautas como reajuste salarial, valorização profissional e a possibilidade de um reajuste diferenciado, a exemplo do ocorrido no Banpará. “Ressaltamos que não há risco de perda dos direitos previstos no atual ACT/Banese, pois o acordo firmado em 2024 garante a ultratividade, mantendo suas cláusulas em vigor até a celebração de um novo instrumento coletivo”, explica o presidente do SEEB/SE, Adilson Azevedo.
Veja as orientações do SEEB/SE e da FEEBBASE:
Caixa: rejeitar a proposta e construir a greve
A orientação do SEEB/SE e da FEEBBASE é pela rejeição da proposta. Os avanços pontuais não compensam as perdas previstas no Saúde Caixa. Empregados da ativa, aposentados e pensionistas não podem ser responsabilizados por um custo cada vez maior para manter um direito conquistado ao longo de décadas. A indicação, portanto, é construir imediatamente a greve nacional dos empregados da Caixa, pressionando a direção do banco a reabrir as negociações e apresentar uma proposta que não transfira aos trabalhadores o peso do financiamento do plano.
BNB: proposta final ainda é insuficiente
No Banco do Nordeste (BNB), a proposta final segue insuficiente. Acompanhando a indicação da FEEBBASE e da CTB Bancários, a orientação é pela rejeição, a fim de pressionar por soluções para problemas estruturais enfrentados pelos trabalhadores nas 88 cláusulas da pauta de reivindicações. Questões centrais como plano de carreira, funções, quadro de pessoal, sobrecarga e valorização profissional exigem respostas concretas. Assim, a rejeição deve vir acompanhada do fortalecimento da mobilização nacional, colocando a greve no horizonte caso o banco não apresente avanços reais.
BB não apresenta cláusulas econômicas e proposta deve ser rejeitada
Na rodada de negociação desta terça-feira (01/09), o Banco do Brasil não apresentou as cláusulas econômicas reivindicadas pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB). Entre os pontos anunciados, o banco propôs apenas antecipar contribuições do 13º à Cassi referentes aos anos de 2029, 2030 e 2031. Sobre o novo Plano de Cargos e Remuneração (PCR), comprometeu-se somente a revisar critérios e encaminhar a proposta aos órgãos fiscalizadores até o 1º semestre de 2027. Para o Sindicato, a proposta é insatisfatória e deve ser rejeitada.
ACT Banese: Sindicato e banco retomam negociações no dia 08/09
O SEEB/SE e a direção do Banese retomam as negociações na próxima terça-feira (08/09), data em que também haverá uma plenária específica com a categoria. Embora existam avanços, pautas cruciais como reajuste salarial, valorização profissional e reajuste diferenciado continuam em pauta. O Sindicato reforça que a ultratividade do acordo firmado em 2024 assegura a manutenção de todos os direitos vigentes até a assinatura do novo ACT.