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Fim da escala 6×1 é aprovado na CCJ do Senado; proposta avança ao plenário

Texto reduz jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e garante dois dias de descanso remunerado

 

A luta pelo fim da escala 6×1 avançou nesta quarta-feira (2) com a aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, do relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e amplia o período de descanso dos trabalhadores brasileiros.

 

A aprovação ocorreu em votação simbólica. Os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS) solicitaram que seus votos contrários fossem registrados.

 

Relator da proposta, o senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou parecer mantendo o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. A manutenção da redação busca evitar novos atrasos na tramitação da PEC.

 

Durante a análise na CCJ, parlamentares da oposição apresentaram 35 emendas para alterar o texto. Todas foram rejeitadas pelo relator.

 

Próximo passo é o plenário do Senado

Com a aprovação na CCJ, a PEC segue para o plenário do Senado, onde precisará ser votada em dois turnos. Para avançar, serão necessários os votos favoráveis de pelo menos 49 dos 81 senadores, o equivalente a três quintos da Casa.

 

Se aprovada nas duas votações, a PEC será promulgada pelo Congresso Nacional e não precisará passar por sanção do presidente da República.

 

Para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a aprovação na CCJ representa um avanço importante, mas a mobilização precisa continuar para garantir a aprovação da proposta no plenário.

 

A entidade vem defendendo o fim da escala 6×1 e a redução da jornada como medidas fundamentais para melhorar as condições de vida dos trabalhadores. Para a CTB, a discussão não se limita à organização das horas de trabalho, mas envolve o direito ao descanso, à convivência familiar, ao lazer e à saúde.

 

O que prevê a PEC

O texto aprovado estabelece uma redução gradual da jornada máxima semanal, sem redução salarial. Entre os principais pontos estão:

_ dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos;

_ proibição de redução salarial em razão da diminuição da jornada;

_ dois meses após a promulgação da PEC, redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais;

_ um ano depois, redução definitiva para 40 horas semanais.

A proposta representa uma mudança na organização do trabalho no país e atende a uma reivindicação histórica do movimento sindical brasileiro.

 

CTB reforça mobilização pelo fim da escala 6×1

A CTB destaca que a aprovação na CCJ é resultado da pressão social e da mobilização dos trabalhadores em torno de uma pauta que ganhou força em todo o país.

Para a Central, não é aceitável que milhões de trabalhadores tenham apenas um dia de descanso depois de uma semana inteira de trabalho. A redução da jornada, sem redução de salários, é defendida como instrumento para melhorar a qualidade de vida e distribuir de maneira mais justa os ganhos de produtividade.

Agora, a entidade reforça a necessidade de ampliar a pressão sobre os senadores para que a PEC seja aprovada no plenário.

A aprovação na CCJ é apenas mais uma etapa. A luta pelo fim da escala 6×1 continua no Senado.

 

A “alternativa” bolsonarista

A base bolsonarista que se mobiliza contra o fim da escala 6 x 1 apresentou uma proposta para substituir a redução da jornada de trabalho: a PEC 12/2026, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), que prevê a possibilidade de contratação por horas trabalhadas, independentemente das regras atualmente previstas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

 

Em tese, o texto da extrema-direita permite que o trabalhador proponha ao empregador uma determinada quantidade de horas de trabalho e receba de acordo com a jornada realizada. Na prática, porém, a adoção desse modelo dependeria da concordância do empregador.

Segundo a avaliação do movimento sindical, o modelo proposto também pode reduzir a renda dos trabalhadores que optarem por uma jornada menor, uma vez que direitos como férias, 13º salário e FGTS seriam calculados proporcionalmente à carga horária.

Além disso, a proposta bolsonarista prevê uma jornada que, segundo seus críticos, poderia chegar a 72 horas semanais, acima do limite atualmente estabelecido pela legislação trabalhista.

Pressione os senadores

O movimento sindical orienta os trabalhadores e trabalhadoras a ampliarem a mobilização para garantir que a PEC que acaba com a escala 6 x 1 seja colocada, com urgência, em votação no plenário do Senado e aprovada.

Para enviar uma mensagem aos parlamentares do Congresso Nacional em defesa da aprovação do fim da escala 6 x 1, basta acessar o site ‘Na Pressão’ e clicar no botão “Pressionar” no card que pede o fim da atual jornada.

É hora de aumentar a pressão para garantir o fim da jornada 6 x 1 e permitir que brasileiros e brasileiras possam se dedicar mais à família, ao lazer, ao descanso, aos estudos e ao culto religioso.

Clique no link e envie sua mensagem aos senadores:

https://napressao.org.br/

 

FONTE: Portal Nacional da CTB