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Greve nas agências do Banco do Brasil e Caixa em Sergipe repercute na imprensa

No primeiro dia da greve por tempo indeterminado, a imprensa sergipana repercute a adesão da categoria nos dois bancos públicos

 

Em Sergipe, os empregados e empregadas das agências do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal aderiram à greve por tempo indeterminado. Fruto dos entraves nas negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026, o movimento paredista começou nesta quinta-feira, 10 de setembro.

Logo cedo, a paralisação repercutiu na imprensa regional. A direção do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) esteve concentrada no centro de Aracaju, nas proximidades das agências vizinhas à Praça General Valadão, onde concedeu entrevistas a emissoras de rádio e televisão. Em contrapartida, os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), do Banco do Estado de Sergipe (Banese) e das instituições privadas não aderiram à paralisação.

O presidente do SEEB/SE, Adilson Azevedo, informou sobre as tratativas em andamento entre o Comando Nacional dos Bancários e as direções da Caixa e do BB. A greve foi deliberada em assembleias virtuais que apreciaram as propostas de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico de cada instituição em todo o país.

"Em Sergipe, a deliberação dos colegas do BB e da Caixa representa um instrumento legítimo de pressão para que as negociações avancem. O resultado das votações demonstrou que as propostas específicas apresentadas aos funcionários dos bancos públicos ainda não respondem de forma suficiente às reivindicações da categoria. O Sindicato seguirá fortalecendo a mobilização e cobrando das instituições propostas que realmente respeitem o empenho dos bancários e bancárias", afirmou o presidente Adilson Azevedo.

Banco do Brasil

Nas deliberações em Sergipe, os funcionários do Banco do Brasil aprovaram a deflagração da greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10), com 55,62% dos votos. Os empregados rejeitaram tanto a minuta da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2028 da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) quanto o ACT específico da instituição, exigindo a reabertura imediata das negociações.

Apesar de medidas apresentadas pelo banco — como o adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para a Cassi e a realização de estudos para revisão do Plano de Carreira e Remuneração —, a maioria dos trabalhadores considerou o pacote insuficiente.

Sem novidades! O Banco do Brasil reabriu as negociações no último dia 8/09, com o movimento sindical, mas manteve a proposta anterior alegando ter chegado ao limite devido a restrições eleitorais. O banco prestou esclarecimentos sobre o bônus de R$ 3 mil para 71,5 mil empregados e alertou que o pagamento da PLR está condicionado à assinatura do ACT. 

 

Caixa Econômica Federal

Na Caixa Econômica, a proposta foi rejeitada em Sergipe e em 93 bases sindicais do país, culminando na deflagração da greve por tempo indeterminado.

Um dos principais pontos de impasse é o Saúde Caixa. A proposta da empresa altera o modelo de custeio do plano: para empregados da ativa, a contribuição do titular passaria a variar de 2,7% a 4,5% (de acordo com a idade), com mensalidade para dependentes entre R$ 480 e R$ 660, além da elevação do teto familiar de 7% para 9% da remuneração-base. Para aposentados e pensionistas, a alíquota do titular seria de 4,5%, mantendo a cobrança de R$ 660 por dependente. A minuta prevê ainda o reajuste da consulta em pronto-socorro de R$ 75 para R$ 150 e a elevação do limite anual de coparticipação familiar de R$ 3.600 para R$ 4.800.

Após a rejeição expressiva de 90% da proposta nas assembleias nacionais, a Caixa retomou as negociações com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e sinalizou que apresentará uma nova proposta para o ACT nesta quinta-feira (10). A CEE reforça que a greve segue mantida como instrumento de pressão por avanços.

Banco do Nordeste (BNB)

Em contrapartida, os empregados do Banco do Nordeste em Sergipe decidiram suspender o indicativo de greve aprovado anteriormente e aceitaram a proposta apresentada pela direção do banco, com 66,67% dos votos favoráveis, aprovando a CCT 2026/2028 e o ACT específico.

Banese

Os baneseanos e baneseanas aprovaram o ACT 2026/2028 do Banese em assembleia realizada nesta quarta-feira (09), por meio da plataforma Votabem. A proposta recebeu 62,02% dos votos favoráveis (contra 36,80% pela rejeição e 1,17% de abstenções).

Após cinco rodadas de negociação, o SEEB/SE garantiu a manutenção de todas as cláusulas sociais do acordo anterior e conquistou ganho real de 1% acima do índice definido pela Fenaban (INPC + 0,6%), válido tanto para 2026 quanto para 2027. O ACT deverá ser assinado nesta sexta-feira, 11 de setembro.

Bancos Privados

Nas instituições financeiras privadas, os trabalhadores aprovaram a proposta da CCT apresentada pela Fenaban em assembleias por todo o país.

Por Déa Jacobina Ascom do SEEB/SE