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Bancários realizam ato nesta terça-feira, 15/09, às 9h, na agência Caixa Riomar
Em greve por tempo indeterminado desde 10 de setembro, empregados da Caixa aguardam a reabertura das negociações com o banco
Na capital sergipana, o Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) realizará um ato em defesa da greve dos empregados da Caixa Econômica Federal nesta terça-feira (15/09), às 9h, na Agência Riomar, localizada na Av. Mario Jorge Menezes Vieira, 2980, bairro Coroa do Meio.
Como resultado da campanha salarial nacional da categoria, os empregados da Caixa decidiram rejeitar a proposta específica do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT/Caixa) apresentada pelo banco e manter a paralisação, que completa cinco dias nesta segunda-feira (14/09). O movimento paredista foi aprovado em assembleias virtuais realizadas em todo o país. A categoria aguarda a reabertura das negociações, anunciada pela Caixa, mas ainda sem data marcada.
“Com a anunciada reabertura das negociações, a Caixa comunicou a suspensão das medidas administrativas que haviam sido divulgadas anteriormente. Segundo o banco, a suspensão vale enquanto permanecerem em curso as tratativas com as entidades representativas. A empresa informou ainda que adotará as providências necessárias junto às confederações para que seja admitida a prorrogação, de forma precária e excepcional, dos benefícios atualmente disponibilizados aos empregados, mantendo as condições praticadas antes de 31 de agosto de 2026 até a conclusão das negociações”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários, Adilson Azevedo.
Em Sergipe, a instituição conta com 42 agências, outras unidades internas e cerca de 700 empregados. O sindicato segue firme no apoio à decisão de seus filiados. “Os colegas da Caixa não estão sozinhos. Além do sindicato e dos delegados sindicais, a defesa da greve conta com o apoio das associações de aposentados da Caixa (APCEF e AGCEF) e de toda a categoria”, destaca Azevedo.
De acordo com o dirigente, o movimento bancário aguarda com expectativa a reabertura da mesa de negociação coletiva para alcançar avanços no ACT/Caixa. “A representação dos trabalhadores vem apontando os problemas que levaram à rejeição da proposta nas assembleias, especialmente em relação ao Saúde Caixa, lembrando também da extensa lista de reivindicações apresentada ao banco desde junho. Por outro lado, a Caixa chegou a ameaçar o movimento grevista ao destacar que, com o fim da ultratividade devido à reforma trabalhista e com a rejeição da proposta nas assembleias, nem a Convenção Coletiva nem o ACT estariam vigentes no momento. Estamos firmes na defesa para que o banco retome as negociações, mantenha a ultratividade dos instrumentos coletivos e garanta a continuidade dos direitos enquanto as tratativas estiverem em andamento”, concluiu Azevedo.
Por Déa Jacobina Ascom do SEEB/SE