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Greve histórica! Bancários e bancárias de Sergipe fazem ato marcante no sexto dia de paralisação na Caixa

Em Sergipe, o movimento grevista conta com a forte adesão dos empregados da ativa, aposentados e o apoio das representações da Agecef e Apcef

 

Em uma demonstração de força e unidade, o ato pacífico organizado pelo Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) chamou a atenção da imprensa regional na manhã desta terça-feira (15). A manifestação aconteceu em frente à Agência da Caixa Riomar, localizada na Avenida Mário Jorge, no bairro Coroa do Meio. Com café da manhã nordestino e um trio pé de serra, o ato reuniu dezenas de trabalhadores da ativa e aposentados.

 

Estiveram presentes os representantes da Associação dos Aposentados e Pensionistas da Caixa, Gilsa Gardênia e Eurípedes Teles; o conselheiro fiscal da Agecef/SE e diretor da Fenag, João Ricardo; o presidente da Apcef/SE, José Wender; o presidente da CTB/SE, Aparecido Santos; a vice-presidenta do Sintrase, Maria Atanásio; e a vice-presidenta da UBM/SE, Maria Pureza.

 

A greve por tempo indeterminado dos empregados da Caixa Econômica Federal completa hoje o seu sexto dia. Como resultado da campanha salarial nacional da categoria, em Sergipe e no restante do país, os empregados da Caixa decidiram rejeitar a proposta apresentada para o Saúde Caixa e cobra a reabertura da Mesa de Negociação para reestabelecer a proporção de custeio em 70/30, sem transferir o prejuízo aos trabalhadores. A instituição anunciou a reabertura da mesa, agendada para esta quarta-feira, dia 16, em São Paulo.  

Em Sergipe, a instituição conta com 42 agências, outras unidades internas e cerca de 700 empregados.

“Os empregados ativos, aposentados e pensionistas já foram bastante sacrificados pelas alterações anteriores no modelo de custeio. O problema estrutural não pode ser enfrentado com sucessivos aumentos nas contribuições dos usuários. A Caixa precisa ampliar sua responsabilidade no financiamento e construir alternativas que assegurem a sustentabilidade do Saúde Caixa, preservando sua natureza solidária”, afirmou o presidente do SEEB/SE, Adilson Azevedo.

O diretor de Comunicação do SEEB/SE e suplente da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Marcelo Oliveira, também destacou a determinação e a integração entre ativos e aposentados na mobilização.

Ao avaliar a dimensão da paralisação, Adilson Azevedo reforçou o caráter consciente do movimento:

“A luta desses empregados é pela unidade e pela organização em defesa de um plano de saúde solidário e mutualista. Esse é o modelo que defendemos e que é viável. A pressão da categoria fez a diretoria da Caixa se reposicionar, pois as ameaças de retirada de direitos não colaram. Trata-se de uma organização nacional exemplar na história da categoria. Não há piquete nas agências; é uma greve de consciência. A diretoria precisa resolver a questão do Saúde Caixa, e há plenas condições para isso. A Caixa teve um lucro de R$ 7,4 bilhões no primeiro semestre e, como banco 100% público e de grande alcance social, deve dividir esse resultado com os empregados que constroem esse patrimônio.”

O presidente da Apcef/SE, José Wender, repudiou as posturas da gestão do banco e destacou a força da mobilização:

“Poderíamos estar reunidos para comemorar, mas estamos aqui para protestar. A união da categoria mostra que estamos firmes por melhores condições de trabalho e um plano justo para nossas famílias. Repudio publicamente a conduta do vice-presidente de Pessoas da Caixa, que demonstra total desconhecimento sobre a história centenária do banco e o valor de seu quadro funcional. A nossa mobilização já alterou a postura da empresa, que percebeu que comunicações ameaçadoras não vão inibir os trabalhadores.”

Wender fez ainda um apelo pela manutenção da unidade entre as entidades do movimento sindical:

“Peço a atenção de todos: vi em grupos de mensagens algumas críticas direcionadas a sindicatos, centrais, federações e associações. Não devemos entrar nessa frequência, pois a divisão é exatamente o que a empresa deseja. Este é o momento de estarmos 100% unidos para garantir salários dignos, melhores condições de trabalho e um plano de assistência médica compatível com as nossas necessidades.”

A representação dos aposentados e pensionistas também marcou presença ostensiva. Gilsa Gardênia ressaltou o papel histórico da mobilização para garantir direitos:

“Nada foi conquistado na Caixa Econômica sem luta. Estamos aqui para defender o modelo 70/30 e a equidade intergeracional. Não aceitaremos a proposta da Caixa, que tenta empurrar para o SUS quem trabalhou 30 ou 40 anos pela empresa. Por isso, os aposentados de Sergipe e de todo o Brasil estão firmes no apoio a esta greve.”

Por Déa Jacobina Ascom do SEEB/SE