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HÉLIO PACHECO E SUAS RESENHAS NO DEPARTAMENTO DE APOSENTADOS
*Por Milton Oliveira
José Hélio Pacheco, ou simplesmente Hélio Pacheco, era um dos remanescentes daquela Assembleia Geral Extraordinária de 2007, que aprovou, por aclamação, a criação do Departamento de Aposentados do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), na gestão do então Presidente José Souza de Jesus.
Compartilhamos do mesmo espaço no Departamento de Aposentados do Sindicato dos Bancários de Sergipe por quase duas décadas. Um ferrenho leitor dos jornais locais e de livros voltados aos movimentos classistas. Não tinha habilidade com as redes sociais, mas não era culpa dele, e sim do tempo, que trouxe essas inovações tecnológicas bem depois da sua época. O único aparelho que ele usava era um celular analógico.
Hélio marcava presença no sindicato todos os dias, pela manhã. Gostava de viajar para o interior do Estado e Grande Aracaju para entregar o jornal Resistência. Em todas as greves lá estava ele defendendo os bancários e bancárias. Era um grande conciliador, extrovertido, brincalhão e contador de histórias, principalmente voltadas ao esporte. Infelizmente, a pandemia da COVID-19 deixou ele enclausurado por um ano. Depois disso não foi mais o mesmo.
Ele tinha orgulho do padrinho, que foi Gerente do Banco do Brasil em Lagarto. Volta e meia visitava esse padrinho e aproveitava para paquerar as meninas de lá (rsrsrsrs), em quem acredito, pois o Hélio na sua juventude era um verdadeiro galã. Na sala de aposentados havia uma moldura com foto dele e de outros colegas, subindo a rampa do Palácio do Planalto, no período da Ditadura Militar, afirmava ele.
Apesar de ter sido simpatizante do Confiança, o clube de coração era mesmo o Cotinguiba Esporte Clube, onde foi jogador e treinador. No caixão estava uma faixa da agremiação, que pertence à família do seu grande amigo Wellington Mangueira, de quem falava com muito orgulho. Seu outro clube de paixão era o Vasco. Eu nem podia tirar onda com ele porque meu time estava no mesmo patamar do dele: o Botafogo... rsrsrsrs
Ao longo da sua trajetória, aqui na terra, foi bancário de bancos privados sergipanos, juiz classista e técnico em Contabilidade. Se não me engano, os bancos eram Banco da Produção e Banco de Crédito Sergipense, extintos por não terem capital suficiente para enfrentar a concorrência dos conglomerados financeiros nacionais e internacionais.
Essa amizade com Hélio Pacheco me oportunizou conhecer sua família, por quem nutro um carinho muito especial: sua esposa Consuelo e seus filhos Soninha, Helinho e João Otávio. Todos eles conhecem minha mulher Ieda – a “rainha do lar”, como Soninha costuma chamar, sem nenhuma conotação pejorativa, apenas plagiando a mim, que assim a chamo de forma carinhosa.
São muitas as histórias contadas e vividas por ele e com ele. O espaço aqui é pequeno, só um livro de memórias para registrar todas as narrativas, envolvendo esse ilustre e inesquecível cidadão do bem, chamado José Hélio Pacheco. Vá em paz, meu amigo-irmão! Seu legado jamais será esquecido.
*Por Milton Oliveira - coordenador do Departamento de Aposentados do SEEB/SE