Notícias
Lula recebe reivindicações das centrais sindicais, incluindo o fim da jornada 6x1 sem redução salarial
Momento histórico: O presidente do SEEB/SE, Adilson Azevedo, integrou a Marcha da Classe Trabalhadora e a comitiva que entregou as pautas ao Governo Federal
ideranças da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e das demais centrais sindicais entregaram, na tarde desta quarta-feira (15), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um documento coletivo com 68 reivindicações. O encontro no Palácio do Planalto ocorreu logo após a Marcha da Classe Trabalhadora, que reuniu milhares de manifestantes no Distrito Federal.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), Adilson Azevedo, participou ativamente deste momento histórico. Representando a categoria bancária sergipana, Azevedo marcou presença tanto na mobilização pelas ruas de Brasília quanto na audiência direta com a Presidência da República, reforçando o protagonismo do sindicato nas decisões nacionais.
Retrospectiva e defesa de direitos
Durante o discurso, Lula relembrou os impactos da reforma trabalhista de 2017, implementada pelo governo de Michel Temer. Segundo o presidente, a medida precarizou o trabalho ao permitir a terceirização irrestrita.
"A reforma trabalhista também prejudicou a Previdência, fazendo com que o trabalhador não conseguisse mais se aposentar ou passasse a receber uma aposentadoria menor que o salário-mínimo", pontuou.
Lula criticou ainda a gestão Bolsonaro pela extinção dos ministérios do Trabalho e da Previdência Social, além de mencionar as propostas de 2021 que visavam alterar mais de 330 pontos da CLT, incluindo o trabalho irrestrito aos domingos.
Força do movimento sindical
Reforçando a importância da organização social, Lula destacou a necessidade de uma "correlação de forças" favorável ao povo no Legislativo: "Comecem a pensar como fazer para que tenhamos um Senado e uma Câmara com maioria comprometida com os direitos do povo e com a decência".
Em um chamado direto aos sindicatos, o presidente afirmou que o papel das entidades é manter o estado de alerta constante: “A luta de vocês não termina com a entrega deste documento, mas sim começa hoje”.
Avanços Legislativos
A entrega do documento ocorreu um dia após o presidente encaminhar ao Congresso, em regime de urgência, o projeto de lei que visa extinguir a escala 6x1. Com o regime de urgência, o prazo de tramitação é limitado a 45 dias em cada casa legislativa.
Além dos líderes sindicais, participaram do encontro:
Geraldo Alckmin (Vice-presidente);
Luiz Marinho (Ministro do Trabalho e Emprego);
Guilherme Boulos (Ministro-chefe da Secretaria-Geral);
José Nobre Guimarães (Ministro das Relações Institucionais).
Durante a cerimônia, Lula também assinou o encaminhamento do projeto de lei que garante o direito à negociação e representação sindical para servidores públicos de todas as instâncias (União, Estados e Municípios).
Marcha da Classe Trabalhadora 2026
A mobilização teve início às 8h, em frente ao Teatro Nacional, com a Plenária da Conferência da Classe Trabalhadora (CONCLAT). No local, diversas categorias reafirmaram a adesão à pauta unitária.
As 68 Reivindicações: O que está em jogo?
O documento entregue é uma atualização da pauta do CONCLAT 2022. Entre os pontos centrais, destacam-se:
Combate à "pejotização" e regulamentação do trabalho por aplicativos;
Fortalecimento das negociações coletivas e combate ao feminicídio;
Fim da escala 6x1 e redução da jornada sem perda salarial.
Resultados Alcançados desde 2022:
Cerca de 70% das pautas anteriores já foram implementadas ou estão em tramitação, incluindo a valorização do salário-mínimo, a igualdade salarial entre homens e mulheres e a correção da tabela do Imposto de Renda (isenção até R$ 5 mil).
A Marcha integra um plano de lutas articulado com as atividades do 1º de Maio, Dia do Trabalhador.
ASCOM do SEEB/SE, com FONTE do Portal da Contraf