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Negociação da minuta com o Banese será no dia 28

A expectativa do SEEB/SE é que o banco apresente respostas às propostas que ficaram pendentes

Como parte da Campanha Nacional dos Bancários 2026, a segunda rodada de negociação entre o Banese e o Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) será realizada no dia 28 de julho. Na primeira rodada, foram debatidas oito das 61 cláusulas da minuta apresentada à instituição, englobando temas como combate ao assédio, liberação de dirigentes e não retaliação a greves. "A nossa expectativa é que o banco apresente respostas no encontro do dia 28. A campanha está apenas começando e seguiremos firmes pelos direitos dos baneseanos e baneseanas", afirma o presidente do sindicato, Adilson Azevedo.

Entre os principais pontos discutidos, destacou-se a política de não retaliação, que visa a garantir que não haverá punição aos empregados que participem de greves, assembleias ou quaisquer atos de mobilização da categoria, pontos sobre o qual o banco informou que já adota como prática. Por outro lado, a política de incentivo à formação profissional foi rejeitada pela instituição sob a justificativa de que a medida também já faz parte de suas rotinas internas.

 

A pauta sobre a ascensão às funções ficou de ser analisada pelo banco para a apresentação de um posicionamento na próxima rodada. Já em relação à liberação de mais um dirigente sindical, o SEEB/SE defendeu a necessidade de ampliação das liberações argumentando que o Banese possui a maior base da categoria em Sergipe, enquanto bancos com apenas um quinto do seu quadro funcional contam com o mesmo número de dirigentes liberados. A direção do banco comprometeu-se a avaliar a proposta.

No que tange ao processo eleitoral do CONAD, o sindicato propôs regras menos restritivas, sugerindo um modelo semelhante ao da Caixa Econômica Federal, pleito que a direção do banco também ficou de analisar. Quanto à avaliação de perfil para cargos de gestão, a proposta de realização do processo por uma banca técnica independente foi rejeitada pelo banco, que alegou tratar-se de matéria de gestão interna, não passível de negociação em acordo coletivo.

Por fim, no debate sobre a Comissão Paritária de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio, o SEEB/SE destacou que recebe inúmeras denúncias de assédio moral e que não tem conhecimento de punições efetivas aos responsáveis. Em resposta, o banco informou que apresentará casos já apurados para que o tema continue sendo debatido nas próximas reuniões.

 

Por ASCOM do SEEB/SE