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BASTA DE ENROLAÇÃO! Bancários e bancárias vão às redes sociais contra a intransigência dos bancos
Com lucros bilionários e precarização em alta, Fenaban volta à mesa sem apresentar proposta; SEEB/SE convoca engajamento com a hashtag #QueremosPropostaDecente
Hoje, dia 25 de agosto, a partir das 9h, a categoria bancária realiza um grande Dia Nacional de Mobilização nas Mídias Sociais. Com a hashtag #QueremosPropostaDecente, os trabalhadores vão para a rede exigir propostas concretas dos banqueiros, barrar a retirada de direitos e cobrar melhores condições de saúde, trabalho e remuneração. No mesmo horário, tem início mais uma rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
“Em Sergipe, precisamos contar com cada bancário e bancária. Precisamos do empenho de todos os dirigentes e delegados sindicais eleitos. É hora de demonstrarmos mais uma vez a nossa unidade e usarmos a internet para cobrar propostas decentes dos bancos na mesa de negociação”, convoca o presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), Adilson Azevedo, que está em São Paulo participando dos embates.
As negociações para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) chegam à 10ª rodada sem que a Fenaban tenha apresentado uma proposta formal. O Comando Nacional avalia que a intenção dos banqueiros é retirar direitos históricos, precarizando ainda mais as condições de trabalho e a remuneração.
Enquanto as lideranças dos trabalhadores se mantêm firmes e abertas ao diálogo, os representantes dos bancos insistem em uma postura intransigente ao ignorar as reivindicações da categoria. Eles continuam sem apresentar respostas concretas para a proteção ao emprego, saúde, melhores condições de trabalho e valorização financeira (reajuste, aumento real e melhorias na PLR).
Esta nova rodada acontece a poucos dias da data-base (1º de setembro), limite para o vencimento da atual CCT e momento em que a assinatura do novo acordo se torna urgente.
De olho nos números: a rentabilidade dos bancos versus a realidade da categoria
Lucro astronômico: O patrimônio líquido do setor bancário atingiu R$ 1,2 trilhão em 2025.
Corte de vagas e terceirização: Enquanto fecharam 88 mil postos de trabalho e 9,5 mil agências entre 2015 e 2025, os cinco maiores bancos aumentaram em 49% os contratos com correspondentes bancários, terceirizando os serviços.
Abismo salarial: A remuneração média anual dos altos executivos dos três maiores bancos privados chegará a R$ 12,5 milhões em 2026 — valor 120 vezes superior ao ganho anual de um escriturário (somando salário, 13º, férias, vales e PLR).
Agências cheias: Em 2025, foram realizadas 7,2 bilhões de transações em agências físicas, o que representa uma média de 28,6 milhões de atendimentos por dia útil.
Alta produtividade: O lucro dos bancos por empregado é de R$ 438 mil, comprovando a elevada rentabilidade gerada pelos trabalhadores.
Adoecimento da categoria: Entre maio de 2025 e maio de 2026, 40% dos bancários e bancárias usaram medicamentos controlados (antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes).
Achatamento da folha: Desde 2016, a folha de pagamento dos bancos caiu 7% (sem contar a PLR, a queda chega a 11%).
Queda na PLR: Em 1995, os bancos privados distribuíam até 14% do lucro em PLR; em 2025, esse índice despencou para uma média de apenas 5,9%. Já nos bancos públicos, a realidade é diferente: a Caixa atingiu o teto de 15% do lucro distribuído, e o Banco do Brasil se aproximou do índice, alcançando 11%.
Por Déa Jacobina ASCOM do SEEB/SE Fonte: Comando Nacional dos Bancários