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Empregados da Caixa decidem sobre o rumo da greve em assembleia virtual nesta segunda (21)

Ato na agência da Barão de Maruim marca 9 dias de paralisação e reúne ativos, aposentados e entidades representativas dos empregados

Nesta sexta-feira (18/09), em Aracaju, com registro da imprensa regional, um novo ato promovido pelos empregados da Caixa Econômica Federal marcou os nove dias de greve por tempo indeterminado nas agências do banco. Durante as intervenções, o Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) reforçou a importância da participação dos trabalhadores na assembleia virtual que será realizada nesta segunda-feira (21/09), das 11h às 18h, para deliberar sobre a aceitação ou rejeição da nova proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) Aditivo. Neste mesmo dia, às 10h, antecedendo a assembleia, o SEEB/SE realizará uma Plenária Virtual para ampliar o debate sobre o assunto.    

 

A manifestação ocorreu na agência da Caixa na Avenida Barão de Maruim e reuniu empregados da ativa, aposentados e representantes da Associação dos Aposentados e Pensionistas da Caixa (APCEA), da Agecef/SE e da Fenag. O ato contou ainda com a solidariedade de integrantes da CTB/SE, UBM/SE e Dieese/SE.

 

Durante o protesto, o presidente do SEEB/SE, Adilson Azevedo, e o diretor de Comunicação, Marcelo Oliveira, detalharam os avanços e os desafios da proposta apresentada pela instituição. Em Sergipe, a Caixa conta com 42 agências, unidades administrativas e cerca de 700 empregados.

 

A nova proposta para o Saúde Caixa, apresentada na madrugada da última quinta-feira (17/09), amplia o limite de participação do banco no custeio do plano de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027, mantém o pacto intergeracional e assegura a permanência do plano no ACT.

 

Adilson Azevedo detalhou os pontos centrais da negociação: “A proposta mantém o modelo solidário, sem cobrança diferenciada por faixa etária. Para 2026, não haverá reajuste nas mensalidades e a Caixa assumirá o déficit do plano. A partir de 2027, a contribuição do titular será de 3,7% da remuneração base e a do dependente direto, de R$ 560. Para dependentes indiretos (filhos de 21 a 24 anos), a mensalidade será de R$ 660. Já para filhos de 24 a 27 anos e pais/mães remanescentes, o valor será de R$ 900. O limite do grupo familiar (titular e dependentes diretos) teto será de 9%. Em relação à proposta anterior, a atual reduz de R$ 150 para R$ 120 a cobrança de consulta em pronto atendimento e mantém a isenção de coparticipação na telemedicina”.

 

O movimento grevista teve início no dia 10 de setembro, após deliberação em assembleias promovidas em todo o país que rejeitaram a proposta inicial do banco. De acordo com as lideranças sindicais, os avanços atuais foram frutos diretos da unidade e da firmeza dos trabalhadores.

 

“Com o movimento grevista, conseguimos preservar o pacto intergeracional e elevar significativamente a participação da Caixa no custeio. São conquistas importantes para a sustentabilidade do Saúde Caixa e para a proteção de empregados da ativa, aposentados e pensionistas”, destacou Marcelo Oliveira.

 

O banco também se comprometeu a manter o Saúde Caixa em pauta nas negociações mensais, com calendário pré-definido, para debater a isonomia de direitos entre os contratados antes e depois de 31 de agosto de 2018, além de pautas sobre carreira e remuneração, como PFG, PCS, Processos Seletivos Internos e remuneração variável. A proposta prevê ainda a criação, em até 60 dias, de um Grupo de Trabalho (GT) para discutir um novo modelo de gestão para o plano, visando aprimorar a governança, a estrutura, a prestação de contas e a busca por novas fontes de receita.

 

Confira no card abaixo o resumo da proposta da Caixa a ser avaliada na assembleia virtual desta segunda-feira, dia 21 de setembro.

Por Déa Jacobina Ascom do SEEB/SE